"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" é um filme polivalente. Seja qual for a intenção do espectador ao comprar o ingresso, pode-se contar com a segurança de que ela será suprida. Há fortes momentos de drama, alguns momentos de comédia e a já característica aventura que domina e entrelaça o filme do início ao fim. Juntando estes aspectos, o resultado não poderia ser outro: entretenimento da melhor qualidade.
A "novidade" é que Harry, Rony e Hermione, que estavam vivendo praticamente como fugitivos em "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1", voltam para Hogwarts, cenário da batalha final entre Harry e Voldemort. Mas, apesar de voltarem para a escola, os três amigos pouco lembram as crianças que entraram no castelo pela primeira vez, em 2001. As atuações de Daniel, Rupert e Emma são impecáveis, bem balanceadas com cenas estonteantes, de tirar o fôlego.
O grande feitiço da saga Harry Potter foi ter uma trama bem escrita e bem dirigida que soube crescer e amadurecer junto com seus personagens. O espectador sente-se valorizado e saciado com o grau de complexidade e magnitude que a história adquire ao longo dos anos, e que chega ao seu ápice neste filme. E essa característica não se aplica apenas às "crianças": há grandes surpresas e revelações em relação ao diretor Alvo Dumbledore (Michael Gambon) e Severo Snape (Alan Rickman).
Outra lição que "Harry Potter" soube gabaritar após tantos anos de Hogwarts foi despertar emoções no público. As cenas dramáticas foram responsáveis pelas lágrimas de uma platéia que chegou a soluçar de tanto chorar. A empatia pelos personagens é maior do que nunca, e o frio na barriga nas cenas de ação acompanha até mesmo quem já sabe qual será o final.
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" é a conclusão épica e grandiosa de uma saga que prova, mais do que qualquer outra franquia, que boas atuações e uma história bem contada e bem produzida são os ingredientes fundamentais que formam a verdadeira mágica do cinema.
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